Boletim

Boletim semanal

Os números do Pacífico desta semana, em linguagem simples.

O que o Pacífico equatorial fez nesta semana, em números da NOAA e linguagem simples, e as regiões mais propensas a sentir o efeito.

Semana da observação NOAA:

Publicado pelo Observatório El Niño

Análise gerada:

A leitura da semana

Pouca mudança nesta semana. Anomalia semanal no Niño 3.4 perto de +3,1 °C, ante +3,0 °C na semana anterior. São dados do oceano, não um alerta de tempo local.

Niño 3.4 semanal: +3,1 °CONI tradicional: +1,80 °C · JJA 2026

No Pacífico equatorial central (Niño 3.4), a anomalia semanal da temperatura da superfície do mar (diferença em relação à média de 1991–2020) é de +3,1 °C. Essa leitura, sozinha, não determina a intensidade oficial de um evento.

Boletim oficial da NOAA sobre o ENOS e o RONI

O CPC da NOAA adotou o índice relativo RONI em fevereiro de 2026. O ONI tradicional e as temperaturas semanais usam médias diferentes e não são medidas intercambiáveis da força do evento.

Boletim oficial da NOAA sobre o ENOS e o RONI ↗

Niño 1+2

+4,7 °C

TSM 25,4 °C

Niño 3

+3,9 °C

TSM 28,8 °C

Niño 3.4

+3,1 °C

TSM 29,7 °C

semana passada: +3,0 °C

Niño 4

+1,1 °C

TSM 29,8 °C

O oceano nesta semana

Na semana de 23 de setembro de 2026, o Niño 3.4 ficou em +3,1 °C (TSM 29,7 °C). A variação em relação à semana passada (+3,0 °C) foi de +0,1 °C. Niño 1+2 em +4,7 °C, Niño 3 em +3,9 °C e Niño 4 em +1,1 °C. Tendência de 8 semanas: aquecendo.

O que isso significa

Este padrão de aquecimento no Pacífico Leste Equatorial é característico de um evento El Niño, que historicamente pode influenciar os padrões de chuva no Brasil, como secas no Nordeste e chuvas no Sul. Contudo, os efeitos variam a cada evento e estação.

O que observar agora

Acompanhe os comunicados oficiais da NOAA sobre o desenvolvimento do ENOS e as previsões meteorológicas locais para entender os impactos regionais.

Regiões mais propensas a sentir o efeito

Teleconexões documentadas do El Niño, ordenadas pelos números da NOAA desta semana. Não são alertas oficiais.

Costa do Peru e Equador

Enchentes / chuva extrema

Águas costeiras quentes provocam chuvas torrenciais, enchentes repentinas e deslizamentos. Historicamente a zona mais atingida em qualquer El Niño.

Guayaquil · Piura · Trujillo · Lima

Sul do Brasil, Uruguai e nordeste da Argentina

Enchentes / chuva extrema

A corrente de jato subtropical mais forte traz chuvas extremas e persistentes. As enchentes de 2023-24 no Rio Grande do Sul são o exemplo clássico.

Porto Alegre · Pelotas · Santa Maria · Florianópolis

Amazônia e Nordeste do Brasil

Seca / água / risco de incêndio

Com menos formação de nuvens de chuva, vêm seca severa, rios em níveis mínimos recordes, incêndios e quebra de safra na bacia amazônica e no semiárido nordestino.

Manaus · Santarém · Belém · São Luís

Indonésia e Malásia

Seca / água / risco de incêndio

A seca severa resseca as turfeiras e alimenta grandes incêndios florestais e fumaça que atravessa fronteiras; caem as produções de arroz e de óleo de palma.

Jakarta · Palembang · Pontianak · Surabaya

África Austral

Seca / água / risco de incêndio

Faltam as chuvas de verão no cinturão do milho. África do Sul, Zimbábue, Zâmbia e Moçambique enfrentam perdas agrícolas e pressão sobre o fornecimento de energia.

Johannesburg · Gaborone · Harare · Maputo

Índia e Paquistão: região das monções

Seca / água / risco de incêndio

Anos de El Niño tendem a enfraquecer a monção de sudoeste, reduzindo as chuvas no coração agrícola e pressionando água e energia.

Mumbai · Delhi · Hyderabad · Karachi

Semanas anteriores

Números: OISST semanal e Índice Oceânico Niño (ONI) do CPC da NOAA. A interpretação é independente.

A NOAA pode revisar observações históricas. O índice sazonal inclui apenas estações concluídas até esta semana de observação; não é uma cópia preservada da divulgação original.

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